sábado, 20 de junho de 2009

minhas razões para te amar

Gosto desse teu ar tristonho,desse olhar de melancolia,mesmo nos momentos de prazer e de sonho,ou nos instantes de amor e de alegria...Gosto dessa tua expressão de ternuratão suave e feminina,desse olhar de venturacom um brilho úmido a luzir num profundo langor...Desse teu olhar de meiguice que me cativa e domina,tu que dás sempre a impressão de quem precisade proteção e amor...Desse teu ar de menina, desse teu arque te faz mais mulherao meu olhar...Gosto de tua voz, tranqüila, do tom mansocom que falas, como se acariciassesaté as palavras que dizes;de tua presença, que é assim como um quieto remanso,um pedaço de sombra onde me abrigoquando somos felizes...Gosto desse teu jeito calmo, sossegado,com que te encostas em meu peitoe te deixas ficarentre ternuras e embaraços,como se tudo ficasse, de repente, parado,e teu mundo pudesse ser delimitadopelos meus braços...Gosto de ti assim, pequenina, macia,quando te aperto contra mim e te sintominha(inteiramente nua)e tens um ar abandonado, como quem caminhasonâmbula, por um estranho caminhofeito de céu e de lua...Gosto de tidesesperadamente:dos teus cabelos de tardeonde mergulho o rosto,dos teus olhos de remansoonde me morro e descanso;dos teus seios de Ambrósia,brancos manjares trementescom dois vermelhos morangospara as minhas alegrias;de teu ventre – uma enseada– porto sem cais e sem mar –branca areia à espera da ondaque em vaivém vai se espraiar;de teus quadris, instrumentode tantas curvas, convexo,de tuas coxas que lembramas brancas asas do sexo;– do teu corpo só de alvuras– das infinitas ternurasde tuas mãos, que são ninhos de aconchegos e carinhos,mãos angorás, que parecemque só de carícias tecemesses desejos da gente...Gosto de tidesesperadamente;gosto de ti, toda, inteiranua, nua, bela, bela,dos teus cabelos de tardeaos teus pés de Cinderela,(há dois pássaros inquietosem teus pequeninos pés)– gosto de ti, feiticeira,tal como tu és...

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